O resgate dos mundos virtuais pela pandemia (será?)
Você deve ter se deparado com várias previsões, tendências e análises sobre a era pós-pandemia, né? E adivinha? Aqui vai mais uma 😉
SEGUNDA VIDA?
2007. Lula era o presidente; acontecia a primeira transmissão de TV Digital no Brasil (que também é escolhido como sede da Copa de 14); Harry Potter era a maior bilheteria, o Cristo Redentor eleito como uma das maravilhas do planeta e, no meio disso tudo, um hype relâmpago e intenso chamado Second Life.
O Second Life é um ambiente virtual e tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano. Foi criado em 1999 e desenvolvido em 2003 e é mantido pela empresa Linden Lab. Dependendo do tipo de uso, pode ser encarado como um jogo, um mero simulador, um comércio virtual ou uma rede social (fonte: Wikipedia)
Acreditamos que o resgate de plataformas como o Second Life (ou outros mundos virtuais) é uma forte tendência na era pós-pandemia já que, mesmo no fim da quarentena, formas de aproximação social não físicas, mas que apresentem um bom grau de simulação e imersão, poderão popularizar-se. Ainda mais se acertarem a mão numa melhoria acachapante para os smartphones – que é exatamente o que promete o Avakin Life, um mundo virtual para smartphones lançado em 2014 (com “lições aprendidas” com o Second Life) que já conta com 2 milhões de brasileiros ativos mensalmente (em um total de 7 milhões no mundo) e crescendo. Mas ainda falta o fator “acachapante”.
Não se surpreenda caso sua tia sexagenária venha a passar horas atuando como Florence, uma garota de 25 anos, corpo sarado e tatuado, cabelo ruivo esvoaçante (item que se compra em lojas do mundo virtual), assídua frequentadora de festas, cassinos e butiques no metaverso.
Devemos acompanhar com atenção a possível popularização destes mundos imersivos e – principalmente – a construção dos avatares que dão corpo virtual à nossa personalidade, desejos e fantasias.
Oportunidades de relacionamento com marcas nestes mundos podem voltar a ocupar a cabeça dos marqueteiros virtuais nos próximos meses – desde que os erros do passado sejam evitados.
O aplicativo de encontros Tinder, vendo sua receita cair, já está arquitetando oferecer aos seus usuários ambientes de interação virtuais mais intensos e realistas.
Vamos ver no que vai dar. Talvez em nada. Talvez não.
